sexta-feira, 25 de maio de 2012

Coisas que sabem ao que são


É o que valorizo. Cada vez mais. Estou absolutamente cansada das frutas reluzentes que sabem a plástico ou dos legumes que não sabem mais do que a frigorífico. Um luxo, poder comer coisas que sabem ao que são. E, assim, vivendo numa cidade grande e sem uma horta a que deitar a mão, não deixei passar um dia sobre a divulgação da Avó Fátima. E inscrevi-me de imediato nesta ideia. Só o nome é apelativo: "Prove.com". No dia estipulado, à hora combinada com o meu produtor, fui buscar o meu cesto de produtos biológicos. Vou continuar a comprar porque vale a pena. No sabor, indiscutivelmente, mas, gosto de pensar assim, também na saúde e na ajuda à agricultura e à economia local. E que bom que foi... Coisas que sabem ao que são. Sem mais. Nem menos.


Nesse dia, o meu cabaz incluía: limão, laranjas, kiwis, hortelã, salva e folhas de caril.


Batata, cebola, couve-flor, cenouras, feijão.


Couve-Roxa, alface, repolho, courgette e alho-francês.




15 comentários:

Ilídia disse...

Tal como tu, cada vez mais, tenho cuidado com o que ponho no prato. Ou alimentos da minha horta ou comprados na Biofontinhas (a quinta de que estou sempre a falar no blogue). Já tinha lido sobre estes cabazes biológicos. Acho piada à ideia de ser surpresa, de não sbermos o que vamos levar para casa :)
Um beijo,
Ilídia

Susana disse...

Que rico cabaz! Eu também dou mais valor aos produtos da minha horta do que do supermercado. Teem muito mais valor nutricional e sabemos o que comemos. E sabe tão bem ir à horta colher legumes frescos para a sopa :) Ainda ontem colhemos bróculos bebés que cozi a vapor. E não precisei sequer deitar tempero, pois teem um sabor delicioso.
Essa inicia tiva deve ser maravilhosa e vivendo na cidade tem muito mais valor. Concordo consigo.

Beijinhos e bom fim de semana.

Cristina disse...

Eu costumo fazer as compras de produtos biológicos no mercado de Oeiras, aos sábados, também directamente aos produtores. Tem a vantagem de se poder escolher os produtos que se quer, entre 3 bancas (em tempos já foram 5). Em Lisboa, já ouvi falar do mercado do Príncipe Real, mas nunca fui. Já somos clientes regulares há mais de 3 anos e não hesitamos... produtos mais frescos, com mais sabor, boa variedade.

Papoila disse...

Adorei a ideia, varios nucleos aqui tao perto de mim (vale sousa) e nao fazia ideia. Ja me inscrevi. Obrigado pela dica

Ondina Maria disse...

Ainda bem que divulgaste, adorei a iniciativa e estou a pensar começar já a encomendar :)

Embora vá ao Bolhão e compre muito produtos locais, é bom ter várias opções e escolha, até porque nem sempre encontramos o que queremos nos locais habituais!

Mar disse...

Estas possibilidades são tão de espalhar aos quatro ventos. Principalmente para quem vive em cidades. Onde estas coisas parecem muito longe. Afinal não. Afinal as coisas que sabem ao que são até podem estar perto.
No meu lugar pequeno, vou às mercearias com objectivos muito concretos. Há cestinhas de ovos de gente da minha confiança. Pão da Dª Alice aos sábados. Coisas assim.

Um beijo de bom fim-de-semana para aí:)

Mar

S. disse...

Que bela ideia! Obrigada por partilhar.

Babette disse...

Ilídia:
Também é um dos aspectos que me seduz: não saber exactamente o que vem no cabaz. Porque quando vou eu às compras acabo por comprar quase sempre as mesmas coisas!

Susana:
Sem valor, estes produtos! E com muito mais sabor!

Cristina:
Aqui no Porto tb há um mercado biológico aos sábados no parque da cidade. Mas só lá fui uma vez... tenho de explorar melhor!

Papoila:
Mais uma para a causa!

Ondina:
Mais e boa escolha é o que se quer!

Mar:
Falei contigo antes de encomendar. E valeu a pena, mesmo. Na altura tb me disseste para experimentar e, se gostasse, divulgar. Foi o que eu fiz ;) A menina da Serra tem destes e doutros produtos, felizmente!

S.:
O que é bom é para divulgar e partilhar!

Babette

panelasemdepressao disse...

Olá Babette
Continuam as coincidências. E também as opiniões semelhantes.
O meu cabaz chega semanalmente, do quintal da minha mãe. E é um verdadeiro privilégio.
Abraço de bom fim de semana.
Guida

turbolenta disse...

SEm dúvida nenhuma que têm um gosto muito mais apurado. Antigamente era assim que a a gricultura se fazia. E lembro-me que na quinta da minha avó ela colhia umas cabeças de nabos enormes! tão agrandes que eu lhe chamava "cabeçanas". Pois na altura eu odiava aquele gosto tão forte a nabo.
Hoje, muitas vezes ainda me lembro disto e parece que ainda sinto na boca aquele gosto.Como gostaria de o sentir de novo. Só que já não as há assim, nem em gosto nem em tamanho.
Um cabaz com produtos diversificados mas muito úteis.
Também tenho um quintal onde tenho várias culturas e muitas espécies de fruta.Nada igual ao que se compra!

Bombom disse...

Olá Babette, vi o teu comentário e vim logo ver o teu cabaz! Como passo grande parte do ano em Lisboa, tenho a mesma opinião que tu em relação ao sabor e ao valor alimentar dos produtos que se compram nos supermercados. E também foi a pensar na ajuda aos produtores locais e nacionais, que aderi ao Cabaz G. Só é pena que ainda não cubra todo o território português. Agora que já estou em Castelo Branco, não tenho hipótese de os comprar, porque ainda aqui não chegaram. No entanto, como vivo numa aldeia, aproveito tudo o que posso comprar por aqui.
Sabes? Faço um grande "reclame" aos teus Douradinhos e aos panadinhos de frango porque como são preparados no forno e não levam gema de ovo, posso comer à vontade. Até aqui, como só conhecia os fritos, nunca os fazia por causa dos meus "maus fígados"!
Bom fim de semana. Bjs. Bombom

foodwithameaning disse...

Olá Babette. Esta iniciativa é de louvar por valorizar os pequenos agricultores e por evitar a existência de muitos intermediários, facto que encarece os produtos dando lucro às grandes superfícies e armazens.Cá nos Açores quase todas as famílias têm as suas hortas, até os jovens casais já rentabilizam os seus quintais. Acho que a crise fez-nos começar a pensar de outra forma. Também costumo comprar a produtores locais porque tenho o costume de aos sábados ir ao mercado municipal ou às estufas aqui do meu vizinho que é um produtor biológico.
Achei esta ideia das cestas um encanto e pelos vistos uma surpresa constante.

E desculpa-me a ausência - tomei a liberdade de a tratar na segunda pessoa do singular.
O final do ano letivo aproxima-se e na escola ando cheia de trabalho.

Um abraço
Patrícia

Babette disse...

Guida:
Só podia haver mais uma coincidência nisto... claro!
um beijo no final do fds!

Turbolenta:
As memórias gustativas são muito fortes... e permanecem muito vivas. Felizmente tb guardo algumas! Nada igual ao que se compra, sem dúvida nenhuma!

Bombom:
Obrigada pela divulgação! Foi mesmo agradável "descobrir" esta horta biológica no meio da minha cidade. E gosto da ideia da surpresa. De imaginar o que virá! As minhas versões dos fritos no forno devem-se precisamente à tentativa de comer bem e de forma mais saudável!

Patrícia:
Tens razão (decidi retribuir na mesma moeda ;)): talvez a crise tenha alertado para esta necessidade. E todos ganham, em particular a nossa saúde. Tb tenho andado muito ocupada... Sem grande tempo para comentar. Vidas modernas, as nossas!

Babette

Diana disse...

Babette, que curioso ter aderido ao Prove! Eu contribuo com algumas receitas para os cabazes do Prove de Alpiarça e há uns fins-de-semana atrás estive no almoço apicnicado que eles organizaram :)
Beijinhos
Diana

CD disse...

Olá!!!

Eu também aderi ao cabaz Prove e estou muito satisfeita! Os morangos sabem a morangos!!! O que é uma novidade ;)