quinta-feira, 18 de abril de 2013

Entradas Para os Compadres





Os petiscos iniciais a este jantar estavam muito saborosos. Acompanhou-os um delicioso pão de ovo feito na nossa máquina de pão e um vinho Alvarinho bem fresco. A combinação do salgado do presunto com o travo doce da pêra associada ao queijo e a salada quente de feijocas,  cogumelos e rúcula foi vencedora. A repetir, esta ou outra formulação em torno dos mesmos ingredientes. Inesgotáveis, as possibilidades de iniciar uma refeição...

Salada de Feijão com Cogumelos

Ingredientes

1 dente de alho
azeite
4 cogumelos grandes biológicos
1 chávena almoçadeira de feijocas biológicas cozidas
sal
vinho branco
cebolinho
3 mãos cheias de rúcula

Preparação

Com uma escova molhada em água, limpar os cogumelos e fatiá-los. Numa frigideira, colocar um fio de azeite e levar a aquecer. Adicionar os cogumelos e deixar fritar por uns dois minutos. Juntar o alho e refrescar com um gole de vinho branco. Adicionar então as feijocas, um pouco de sal, e deixar cozinhar por uns 10 minutos, mexendo de vez em quando.
Polvilhar com cebolinho fresco e rectificar os temperos, de necessário. Misturar com as folhas de rúcula e servir de imediato.

Bom Apetite!


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mesa Para os Compadres




Uma mesa a pensar nos meus amigos. Com uma toalha e guardanapos antigos, pratos azuis intercalados com outros brancos. Pratinhos de pão a assinalar que o dia tinha sido de Primavera. Frascos representativos dos Cantos I, II e III dos Lusíadas, numa alusão à nobre profissão da minha comadre S. Uma travessa azul da Bordallo Pinheiro, que mais tarde recebeu as empadas do nosso jantar. Cores suaves numa mesa para amigos...




terça-feira, 16 de abril de 2013

Para os Compadres


Um jantar com os amigos de sempre e padrinhos do meu filho Diogo. O pretexto? Não nos termos conseguido encontrar na Páscoa... nem, na verdade, nos meus anos! E então um jantar com direito a prenda de aniversário e a troca de presentes com os afilhados. À mesa, uma salada de feijocas, rúcula e cogumelos. Tudo biológico. Um prato com Presunto e outro com o já clássico Queijo da Ilha intercalado com o Doce de Pêra da Né. Como prato principal, umas sabororsas empadas de pescada e um arroz de grelos a que a inspiração de última hora resolveu acrescentar cenoura. Para a sobremesa, a S. trouxe um cheesecake delicioso, que fechou com chave de ouro uma refeição num dia de Primavera. É sempre bom estar com estes amigos. Amigos desde há muito...


As receitas:

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Favas Guisadas para Jaime Isidoro



O desafio deste mês propunha convidar um pintor para jantar. Imediata, a minha reacção. Com muitas saudades. Quem me dera poder continuar a jantar com o meu tio-avô Jaime Isidoro, que pintava como ninguém o Porto, as suas cores, o céu e o mar. O meu tio, que partiu em 2009, foi para além de pintor, galerista e fundador da Bienal de Arte de Cerveira. Dinamizou a cidade (e o país) do ponto de vista artístico, e exerceu uma enorme influência sobre outros pintores. Fundou a Galeria Alvarez, a galeria portuguesa mais antiga em actividade, e foi ainda responsável pelo lançamento de muitos outros artistas. As conversas com ele e com a minha tia Maria Marcelina (de quem herdei o serviço cor-de-rosa) eram deliciosas. Muito cultos e interessantes, tinham sempre histórias formidáveis para contar. Outras tantas histórias foram vividas também por nós, sentindo-nos privilegiados por podermos privar com eles. Uns verdadeiros contadores de histórias, de quem realmente temos saudades. O tio Jaime gostava muito de comer. E gostava realmente muito da comida caseira que a minha mãe lhe preparava, já que, como bom artista que era, errava e vagueava por uma meia dúzia de restaurantes de bairro, mas a que era fiel. Vivia de noite, a altura em que pintava e em que a sua criatividade era maior, e dormia de dia. Esquecia-se de coisas simples mas era extremamente metódico e sensorial em tudo o que envolvia a sua arte. Raras vezes chegava a horas às festas de família. Lembro-me de uma vez que apareceu às 19h, para um jantar que seria às 20h, isso porque estava convencido que estava a chegar tarde a um almoço! Para evitar tensões e discussões, passámos a almoçar ou jantar sem esperar que chegasse. Assim, quando nos dava o prazer da sua companhia, comia tranquilo enquanto que nós, de barriga apaziguada, lhe fazíamos companhia. Deixou-nos uma obra imensa, que o Porto tanto gosta e admira. Era um pintor da cidade que nos enche de orgulho.

"Tio, venha jantar. Para início, umas favas guisadas com chouriço, enquanto conversamos das trivialidades que contadas por si têm tanta graça. Há pão, claro. Tem sempre de haver pão e vinho para o Tio. E não chegue tarde, como é seu costume. A comida arrefece..."

Ingredientes

1 chávena almoçadeira de favas arranjadas
1 cebola
1 dente de alho
1 folha de louro
azeite
1 tomate coração de boi
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1/2 chouriço de carne de boa qualidade
sal

Preparação

Num tachinho, refogar uma cebola e um dente de alho picados num pouco de azeite. Adicionar a folha de louro e o chouriço partido às rodelas e deixar cozinhar por uns minutos. Adicionar o tomate partido em pedaços pequenos e as duas colheres de sopa de polpa de tomate. Juntar as favas e temperar com um pouco de sal. Se necessário, adicionar um pouquinho de água, e deixar cozer por 20 minutos ou até ficarem tenrinhas. Servir quente, com umas torradas de pão de centeio ou de broa a acompanhar.

Bom Apetite!





Participação no 11º desafio do "Convidei para Jantar"
este mês promovido pelo blog "Panela sem (de)pressão"

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Salada de Beterraba com Flores e Pinhões


No meu cabaz mais recente, havia flores comestíveis. Gosto sempre dos minutos de conversa que passo com a minha D.ª Alda. Vou sabendo que a segurelha fica bem com frango e caça, que as feijocas cozidas e salteadas com cogumelos e tomilho são uma entrada deliciosa, que estas flores comestíveis ficam bem em saladas. Verdes ou de beterraba, por exemplo. A D.ª Alda diz que se lembrou de mim quando apanhou estas flores: "sei que a menina gosta destas coisas e tem festas". Muito generosa e afável a minha D.ª Alda. Sempre com um sorriso nos lábios. 

Ingredientes

1 beterraba cozida
uma mão cheia de pinhões
algumas flores comestíveis
molho vinagrete, feito com 2 medidas de azeite para uma de vinagre e um pouco de sal

Preparação

Num prato, dispor a beterraba cozida em fatias finas. Temperar com o molho vinagrete, a gosto. Polvilhar a salada com flores comestíveis e pinhões. Servir como entrada ou acompanhamento.

Bom Apetite!



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Risotto de Espargos Verdes



Foi o acompanhamento destes filetes de bacalhau. Mas valerá também só por si, já que se trata de um risotto de sabor intenso e perfumado. Um risotto ideal para dias de Primavera. Cremoso na medida certa. E feito com muito amor para um domingo em família. 

Ingredientes

1 copo pequenos de arroz para risotto (arbório ou carnaroli)
1 molho de espargos verdes
1 dente de alho
1 chalota
manteiga (3 colheres de chá)
azeite
água de cozer os espargos (cerca de 1/2 litro)
1 copo de um bom vinho branco
Queijo da Iha ou Parmesão ralado 


Preparação

Lavar os espargos cuidadosamente. Retirar a cada um a parte mais grossa do talo (cerca de 2 dedos). Com um descascador de legumes, retirar a parte mais fibrosa de cada espargo (incluindo do talo que se aparou). Num tacho largo e baixo colocar os espargos um a um mantendo-os afastados uns dos outros. Depois de ocupar a base do tacho, colocar uma segunda andada de espargos, no sentido perpendicular, formando uma quadrícula. Proceder assim sucessivamente até terminarem. Colocar um pouco de água, apenas o necessário para os cobrir, e temperar com um pouco de sal. Cozem por 8. Retirá-los, um a um, com uma pinça, de forma a não quebrar nenhum. Guardar a água de cozedura. Partir os espargos em pedaços separando as pontas (mais frágeis) para o final. Num tacho largo, colocar o alho picado e a chalota também picada, um fio de azeite e duas colheres de chá de manteiga. Quando aquecer juntar o arroz e mexer bem, até que este mude de cor (cerca de 2 minutos). Deitar o vinho branco e deixar que evapore. Juntar, a pouco e pouco, a água de cozer os espargos, mexendo sempre o arroz até que este absorva o líquido. Adicionar, a meio do processo de cozedura, os espargos (com a excepção das pontas). Continuar a juntar o caldo até que acabe. No final deste processo o arroz deve estar cozido (mais ou menos 20 a 25 minutos). Já fora do lume, juntar as pontas dos espargos, uma colher de sobremesa de manteiga, o queijo e envolver bem. Deixar tapado por uns 3 minutos antes de servir. 

Bom Apetite!


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Filetes de Bacalhau


Foi um desejo num destes fins-de-semana. Filetes de bacalhau com risotto de espargos verdes. Tal como imaginei, foi uma combinação deliciosa. E apesar de não abusar dos fritos em geral, esta excepção foi mais do que aprovada. Uns filetes quentinhos num domingo de chuva e um risotto bem cremoso a acompanhar, tiveram o condão de amenizar o dia. O poder da comida pode ser também esse. Muito para além do óbvio que é alimentarmo-nos, ou alimentar os nossos. Comida pode ser amor. E fazer uma família feliz!

Ingredientes 

3 embalagens de supremas de bacalhau fresco  (9 filetes)
sumo de meio limão
noz-moscada
pimenta
leite q.b.
farinha sem fermento
2 ovos ligeiramente batidos
óleo para fritar

Preparação

Com cuidado, e utilizando uma faca afiada, retirar a pele ao bacalhau. Temperar os filetes de bacalhau com um pouco de sumo de limão, pimenta e noz-moscada e deixar a marinar em leite por duas horas. Escorrer os filetes espremendo-os para retirar o excesso de líquido. Numa frigideira, colocar 2 a 3 dedos de óleo e deixar aquecer bem. Passar os filetes primeiro por farinha e depois por ovo. Fritar bem e escorrer o excesso de óleo em papel absorvente. Servir de imediato, com rodelas de limão e risotto de espargos verdes.

Bom Apetite!