quarta-feira, 20 de março de 2013

Mesa para a Madrinha




Como mote deste almoço para a Madrinha, "ouro sobre azul". E por isso uma toalha quase dourada, da Zara Home, toalha de centro bordada pela minha mãe, dois gatos azuis que eram da minha avó, taça branca e marcadores da Bordallo Pinheiro. Pratos brancos da SPAL e de vidro da Lethes Home, guardanapos da Zara Home, copos de vinho da Leonardo e de água da Marinha Grande. Faqueiro da Topázio, pratinhos de pão da Geneviève Lethu. Lá fora, umas horas de uma luz linda fizeram tréguas a um fim-de-semana que foi de chuva. E por isso uma mesa fotograda à luz do sol....




terça-feira, 19 de março de 2013

Para a Madrinha


Gosto muito, muito dos meus padrinhos. A minha Madrinha era a melhor amiga de infância da minha mãe e, enquanto miúdas, prometeram uma à outra que a primeira que tivesse um filho teria a amiga como madrinha. Nasci eu. E formou-se o laço. E se temos a família de sangue como base, não é menos verdade que estes outros laços não possam ser assim especiais. Podemos não estar juntas tantas vezes quanto desejamos, mas tenho a certeza que a minha Madrinha gosta tanto de mim quanto eu dela. Temos um orgulho recíproco. Uma admiração mútua que eu sei que é genuína. E por isso este almoço. Na Casa Branca, a obra que o filho dos meus Padrinhos ajudou a edificar. Muito simbolismo em torno deste almoço. E uma ementa a pensar neles. Coisas de que gostam. Mimos servidos à mesa a quem queremos bem...


segunda-feira, 18 de março de 2013

O Risco Vermelho


O rasto das palavras é imenso. Intenso. Porque as palavras conseguem ser imagens, registos, cores e sentidos. Todas juntas, num livro, fazem-nos voar, rir e chorar. Pois foi isso que fez a Mar. Juntou muitas palavras num livro que é ritmado e urgente. Lúcido. Que se lê de um fôlego. Como se não pudéssemos esperar até à próxima página. Chama-se "O Risco Vermelho" e foi agora publicado.  



Diz, no início, que há mulheres irreversíveis. Numa outra circunstância, que não a do livro, ficcional, a Mar é irreversível na minha vida. A ela, muitas felicidades. Que as suas palavras cheguem a muitas pessoas. Que sejam livres como o é a mulher que calça os sapatos vertiginosos. Que caminhem.



PS. E obrigada à Pipinha, pelo bolo maravilhoso. Mais o sortido húngaro que fez as delícias da pequenada. Agora a Pipinha (e não só ;)) ) tem (têm) um rosto. E uma barriga ;). Todas juntas por causa de uma Mar agregadora.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Pizza de Beringela com Presunto e Queijo de Cabra


Não têm sido muito frequentes as pizzas lá por casa, ao contrário do que deseja sempre o meu filho R. Mas um dia destes fiz-lhe a vontade (a dele sem beringela) e acabámos todos satisfeitos. Uma pizza diferente e deliciosa!

Ingredientes

½ desta receita de massa de pizza
½ desta receita de molho de tomate
1/2 beringela grande
1/2 queijo de cabra
azeitonas pretas
queijo mozzarella ralado, a gosto
sal
azeite

uma mão cheia de tomatinhos cherry
6 fatias de presunto
azeite

Preparação

Fatiar finamente a beringela. Polvilhar com sal e reservar. Ao fim de 30 minutos retirar o excesso de sal e enxaguar.  Pincelar cada fatia com um pouco de azeite e grelhar em lume médio cerca de 2 minutos de cada lado. Estender a massa de pizza e forrar com ela um tabuleiro de forno. Barrar a massa com o molho de tomate e dispor a beringela grelhada, o queijo de cabra esfarelado, as azeitonas e o queijo mozzarella ralado, a gosto. Levar ao forno pré-aquecido, nos 200ºC, por 12 a 15 minutos. Depois de retirar do forno, colocar as fatias de presunto bem finas, os tomatinhos cherry partidos ao meio e um fio de azeite. Servir de imediato.

Bom Apetite!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Risotto de Abóbora com Favas e Espinafres



Um risotto delicioso, inspirado neste, da minha querida Mar. As primeiras favas da estação, tenras e delicadas, anteciparam o sabor da Primavera, amaciando a abóbora que dita os sabores do Inverno. O Vinho tinto fez a diferença neste risotto especial. Foi prato principal um dia destes. Um dia que ficou melhor, por um prato e um vinho que se colocou na mesa. A importância que podem ter as pequenas alegrias quotidianas...

Ingredientes (para 2 pessoas)

1 copo pequeno de arroz para risotto (arbório ou carnaróli)
1 chávena de chá de favas já descascadas

1 pedaço de abóbora-manteiga
1 molho pequeno de espinafres
1 dente de alho
margarina (2 colheres de sobremesa)
azeite
flor de sal
caldo de legumes (1/2 litro)
1/2 copo de vinho tinto

sal, pimenta
queijo parmesão

Preparação

Num tacho largo, colocar o alho picado, um fio de azeite e uma colher de sobremesa de margarina. Quando aquecer juntar a abóbora partida em pedaços pequenos e as favas  e deixar cozinhar em lume brando por uns  minutos. Adicionar o arroz e mexer bem, até que este mude de cor (cerca de 2 minutos). Deitar o vinho tinto e deixar que evapore. Juntar, a pouco e pouco, o caldo de legumes, que deve estar quente, mexendo sempre o arroz até que este absorva o líquido. Repetir a operação até que o caldo acabe. Mais ou menos a meio deste processo, juntar os espinafres. No fim de todo o caldo adicionado, o arroz deve estar cozido (mais ou menos 20 a 25 minutos). Depois de pronto, e já fora do lume, temperar com  sal e juntar queijo parmesão ralado, a gosto. Adicionar mais uma colher de sobremesa de margarina e envolver bem. Deixar tapado por uns minutos antes de servir, polvilhado com pimenta preta.


Bom Apetite!



quarta-feira, 13 de março de 2013

Doce de Toranja



Antes que o Inverno acabe, um doce da estação. Um dos mais apreciados cá em casa, apesar do amargo dos doces cítricos como a laranja e a toranja não ser, de forma alguma, consensual. Este é encorpado, forte, amargo e doce ao mesmo tempo. Uma tentação que acompanha queijos, pão, bolo de iogurte e permite tantas outras variações. A meu ver, delicioso...

Ingredientes

1 Kg de toranjas
3 litros de água
cerca de 5 chávenas de chá de açúcar

Preparação

Lavar as toranjas e cortá-las em fatias muito finas. Guardar as sementes, colocando-as no saquinho de musselina. Colocar a fruta, as sementes e a água num recipiente não metálico e deixar repousar por uma noite. No dia seguinte, deixar levantar fervura e cozinhar, em lume forte, por 45 minutos a 1 hora ou até a fruta estar tenra. Retirar o saquinho de musselina e deixar arrefecer. Calcular 1 chávena de chá de açúcar para cada chávena de polpa (mais ou menos 5 chávenas). Deitar de novo a polpa no tacho, adicionar o açúcar e mexer até que este se dissolva. Ferver em lume forte durante cerca de 45 minutos ou até o doce estar no ponto. Deixar arrefecr cerca de 10 minutos antes de guardar em frascos previamente esterilizados em água a ferver. Vedar depois de frio.

Bom Apetite!



terça-feira, 12 de março de 2013

A Tempo de Um Chá





"Amanhã vou ao Porto", disse-me ao telefone. "Então vens cá de tarde, tomar um chá", respondi de imediato. É sempre urgente vê-la, aproveitar mais um pouco da amizade que nos une. E assim, esta mesa. Mesmo a tempo do chá, disse-lhe. Sortido Húngaro, feito por mim para a minha Mar. E regueifa, pãezinhos acabados de cozer, bolo inglês, queijos, fiambre, marmelada e doces caseiros